Tragédia de Mariana completa 7 anos sem Samarco pagar multas

Multas ambientais impostas à empresa somam R$ 350,7 milhões

Mariana (MG) – Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A tragédia de Mariana completa neste sábado, 5, sete anos, sem que a Samarco, principal empresa de mineração da região e responsável pela barragem que rompeu tenha pago nenhuma das multas estabelecidas devido ao acidente. O rompimento da barragem deixou 19 mortos e multas ambientais impostas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que somam R$ 350,7 milhões.

Ocorrida em 2015, o rompimento da barragem de Mariana resultou em uma avalanche de rejeitos de mineração se formou após o rompimento da barragem da Samarco, deixando 19 mortos e centenas de desalojados, além de danos ambientais que se estenderam até a foz do Rio Doce, no Espírito Santo. Essa é considerada a maior tragédia ambiental do país.

De acordo com a Samarco, as únicas multas quitadas foram as impostas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). As infrações apuradas pelo órgão estadual resultaram em uma cobrança de R$ 112 milhões.

“Sobre outras autuações, há questionamentos administrativos e jurídicos em curso”, diz a mineradora em nota. Ela tem sustentado que há cobrança em duplicidade, já que as autuações do Ibama e da Semad teriam os mesmos fundamentos e foram aplicadas na mesma época”, afirmou a empresa, em nota à Agência Brasil.

Ainda sem pagar as multas ambientais determinadas pelo Ibama, as operações da Samarco foram reiniciadas de forma parcial, com 26% da sua capacidade total. No início deste ano, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) deu aval para que a área de trabalho fosse ampliada, permitindo a supressão de 35 hectares de vegetação nativa, com posterior compensação.

A mineradora estima que somente em 2029 deverá alcançar uma escala de produção entre 22 e 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Este é o patamar em que ela estava antes da tragédia.

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