PGR pede ao Supremo rejeição de queixa-crime contra Bolsonaro

Ação foi movida pela procuradora da República Monique Cheker

Em janeiro, Bolsonaro disse que a procuradora Monique Cheker tentou forjar provas para acusá-lo de suposto crime ambiental, em 2012 | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeição de uma queixa-crime movida pela procuradora da República Monique Cheker contra o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em manifestação enviada à ministra do STF Cármen Lúcia na sexta-feira, 4, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, entendeu que não há “indícios mínimos” de que Bolsonaro cometeu o crime de calúnia contra Monique.

Em janeiro, Bolsonaro disse, em uma entrevista à Jovem Pan, que a procuradora tentou forjar provas para acusá-lo de suposto crime ambiental, em 2012.

Naquele ano, o presidente foi autuado por pescar ilegalmente em uma unidade de conservação em Angra dos Reis (RJ). “Por coincidência, em 2012, essa senhora tentou forjar provas contra mim, numa acusação mentirosa de crime ambiental”, afirmou o presidente à emissora.

PGR relembra que caso foi arquivado pelo STF

Lindôra lembra que a denúncia apresentada contra Bolsonaro no caso dos supostos crimes ambientais foi arquivada pelo STF. Em seu parecer enviado ao Supremo, a vice-procuradora diz que “do Presidente da República não se pode cassar, pela via penal, a liberdade de pensar, refletir, expressar e criticar”. Para ela, Jair Bolsonaro “apenas exerceu direito de crítica” ao trabalho da procuradora, o que não é crime.

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