Moraes dá 48 horas para policiais identificarem líderes de manifestações contra Lula

Hoje, o diretor-geral da PRF pediu ao magistrado mais tempo para encaminhar ao STF outras informações

Decisão do magistrado envolve os bloqueios em rodovias e os protestos em frente aos quartéis das Forças Armadas | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para policiais militares, civis, federais e à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para identificarem os líderes e os financiadores das manifestações contra o resultado das eleições de 2022, que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Determino que informem se identificaram líderes, organizadores e/ou financiadores dos referidos atos antidemocráticos, com a remessa dos dados e providências realizadas”, ordenou Moraes, nesta segunda-feira, 7.

A decisão do magistrado envolve os bloqueios em rodovias e os protestos em frente aos quartéis das Forças Armadas. Os bloqueios ocorrem desde o domingo 30, e as manifestações desde a quarta-feira 2. Moraes quer saber ainda as identificações de todos os caminhões e os veículos que participaram dos protestos, bem como o nome de seus respectivos donos.

Hoje, a PRF confirmou o bloqueio em quatro rodovias e 15 interdições — com fluxo parcialmente interrompido. A atualização anterior, feita nesta manhã, indicava dois bloqueios e quatro interdições, ou seja, o número aumentou.

Conforme o órgão, até o momento foram desfeitas pouco mais de mil manifestações. Na quinta-feira 3, o magistrado mandou a PRF detalhar (em 48 horas) as multas aplicadas aos motoristas que bloquearam as estradas.

No início da semana passada, as manifestações chegaram ao seu ápice, atingindo 25 Estados mais o Distrito Federal. Contudo, no domingo 6, a PRF informou que nenhuma estrada estava bloqueada.

PRF pede mais tempo para Moraes

Hoje, Silvinei Marques, diretor-geral da PRF, pediu a Moraes mais tempo para encaminhar ao STF informações sobre as multas aplicadas aos motoristas que interditaram as estradas.

“Devido à exiguidade do lapso temporal, não houve tempo hábil para organizar as informações numa planilha única”, comunicou Marques. No ofício enviado à Suprema Corte, o diretor-geral ainda anexou um documento com dados sobre as infrações registradas pela corporação até às 12 horas do domingo.

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