Manifestantes mantêm protestos em frente de quartel em São Paulo

Eles prometem não cessar a vigília sem que o resultado do segundo turno das eleições seja revisto

Manifestantes em frente ao quartel do Comando Militar do Sudeste – 04/10/2022


Manifestantes protestam em frente à sede do Comando Militar do Sudeste, quartel do Exército Brasileiro, na cidade de São Paulo. O grupo permanece no local desde a segunda-feira 31. Eles prometem não cessar a vigília sem que o resultado do segundo turno das eleições seja revisto.
A passagem de carros está sendo controlada. No local, além da base militar, funciona a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O tráfego de carros de funcionários de ambas as instituições continua permitido. Os ativistas abrem passagem sempre que necessário.


O grupo está reunido na Avenida Sargento Mario Kozel Filho

A Imprensa de Direita esteve no local na tarde da sexta-feira 4. Ao longo da Avenida Sargento Mario Kozel Filho, os manifestantes montaram barracas com suprimentos, como água e comida, para seguir com a vigília nos portões do quartel. A cada novo militar que aparece no local, o grupo faz uma salva de aplausos e pede um posicionamento sobre o processo eleitoral. Gritos como “salvem o Brasil” são constantes.

O grupo é formado por homens e mulheres de várias idades, profissões e classes sociais. Muitos se alternam entre a jornada de trabalho e o tempo na porta do Comando Militar. O lema geral é “Deus, pátria, família e liberdade”.

Marcelo, empresário e ativista político, afirma que não existe caminho definido. Dirigindo-se a outros manifestantes por meio de um megafone, ele disse que era melhor não usar a palavra intervenção. “Não somos juristas”, afirmou. “O que falamos é ‘S.O.S Exército’. E não sairemos daqui.”

Vigília dos manifestantes em frente ao quartel

Nenhum político apareceu ou foi citado. Mesmo o nome do presidente da República, Jair Bolsonaro, tem sido evitado. “Essa é uma manifestação popular e espontânea”, garantiu Marcelo.

Entre os presentes, muitos se dizem indignados por um “criminoso”, anteriormente condenado, ter disputado a eleição, referindo-se ao caso de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Ele foi descondenado, esse é o maior golpe”, afirmou uma manifestante.

“Estamos aqui hoje pedindo ordem, respeito e justiça”, disse C. B., topógrafo. Ele acredita que o protesto popular é o único caminho para moralizar o país. “Estamos indignados e exigimos ordem. As Forças Aramadas têm de nos ouvir”, completou.

R. J., porteiro, desconfia de todo o processo eleitoral de 2022. As inserções de programas de rádio da campanha do presidente Jair Bolsonaro o deixaram em alerta. “Foi muita coisa contra a direita, e espero que verifiquem se houve fraude nas urnas”, comentou. “Queremos a verdade”, completou, dizendo que aceitaria qualquer resultado depois de uma auditoria confiável.

A aglomeração atraiu vendedores ambulantes para o local, com estoques de bandeiras do Brasil e outros acessórios verde-amarelos renovados diariamente. L., uma dessas comerciantes, disse que o marido havia ido para comprar mais mercadoria. Ela acredita que no fim da semana haverá mais movimento. “No sábado e no domingo, menos gente tem de trabalhar”, afirmou. “Esse pessoal vai vir para cá.”

Facebook
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira as notícias de hoje, fatos da política, economia e internacional, no maior Portal de Notícias do Brasil e do Mundo.

Confira as notícias de hoje, fatos da política, economia e internacional, no maior Portal de Notícias do Brasil e do Mundo.