Machismo mata a humanidade, diz Francisco

Papa comentou os protestos no Irã e criticou argentinos

O líder da Igreja Católica fez ainda uma autocrítica, ao mencionar que veio de um ‘povo machista’: o argertino | Foto: Divulgação/Vatican News

Durante uma entrevista coletiva, pouco antes de retornar do Bahrein ao Vaticano, no domingo 6, o papa Francisco fez um comentário feminista. Segundo o líder da Igreja Católica, “o machismo mata a humanidade”.

A declaração foi concedida a jornalistas que interpelaram o pontífice sobre o posicionamento dele acerca dos protestos de mulheres no Irã. “Uma sociedade incapaz de pôr a mulher em seu lugar não consegue avançar”, disse Francisco, sem comentar, diretamente, os protestos naquele país, que já duram meses.

“Devemos continuar lutando pelas mulheres, porque elas são um presente”, defendeu o papa. “Deus não criou o homem e depois deu a ele um cãozinho para se divertir. Não, ele criou homem e mulher como iguais.”

O líder da Igreja Católica fez ainda uma autocrítica, ao mencionar que veio de um “povo machista”: o argentino. “Isso é ruim, mas depois apelamos às mães, que são aquelas que resolvem o problema. Esse machismo mata a humanidade, precisamos de mulheres na sociedade que nos ajudem a mudar.”

Francisco garantiu que deu “mais espaço” para mulheres na Igreja Católica, embora já tenha rejeitado propostas para ordenar diaconisas.

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