Ataques à infraestrutura ameaçam a capital da Ucrânia

Serviços básicos como abastecimento de água e tratamento de esgoto correm o risco de ser interrompidos

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, verificando obras de reparos – 04/11/2022 | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Vitali Klitschko, prefeito de Kiev, fez um apelo neste domingo, 6, para que os moradores da capital ucraniana se preparem para o pior. A mensagem ocorreu em meio aos ataques russos à infraestrutura de energia do país.

“Sejamos francos, os nossos inimigos estão fazendo de tudo para que a cidade fique sem aquecimento, sem eletricidade, sem abastecimento de água, em geral, então todos nós morremos”, afirmou em entrevista à imprensa local.” A preocupação ocorre em razão do risco de interrupção de serviços básicos.

“Se não houver energia, não haverá água nem esgoto”, disse Roman Tkachuk, diretor de segurança da prefeitura de Kiev. “É por isso que o governo e a administração da cidade estão tomando todas as medidas possíveis para proteger o nosso sistema de fornecimento de energia.”

Ataques se espalham além de Kiev

A Rússia realizou uma série de ataques a usinas elétricas ucranianas nos últimos dias. Em dezembro, quando o inverno começar oficialmente, o país enfrentará o período mais frio do ano. As temperaturas podem despencar a -20° em algumas regiões.

“Com a chegada do inverno, as pessoas vão ter dificuldade para suprir necessidades básicas, como água potável e aquecimento”, afirmou Guislain Defurne, chefe de operações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. “Ataques à infraestrutura civil colocam vidas civis em perigo e são proibidos pelo Direito Internacional Humanitário.”

Os ataques russos à infraestrutura ucraniana se espalham por várias cidades. Em Kherson, a 600 quilômetros de Kiev, uma rede de transmissão de energia foi atingida, deixando os moradores sem eletricidade.

De acordo com o jornal local The Kyiv Independent, militares russos ordenaram que os moradores de Beryslav deixassem o local antes de 10 de novembro. Os soldados citaram a “possível destruição” da barragem da Usina Kakhovka, que contém cerca de 18 milhões de metros cúbicos de água. A cidade está a cerca de 80 quilômetros de Kherson.

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